Perfil

desenho5
Meu primeiro show autoral foi em 1999, ano da criação do Napster, site pioneiro de troca de música on-line e início de uma transformação que mudou radicalmente o mercado musical. Já era possível gravar uma música e publicá-la sem ao menos sair de casa. Esse fato mexeu com minha cabeça, virei o presidente de minha própria gravadora.

Entendi que para sobreviver nesta nova realidade era preciso ser artista, empresário e engenheiro de som ao mesmo tempo. Passei a viver dentro dos estúdios de gravação, colocando a mão na massa para aprender a produzir. Acabei encontrando no trabalho de trilheiro, uma forma de ganhar a vida como compositor e ao mesmo tempo experimentar diversos estilos musicais. Ao longo desses anos, fiz música para cinema, televisão, teatro, poesia falada, dança, mímica, muitas vezes atuando no palco também.
Minha ligação com a música vem de família. Meus pais costumavam promover reuniões musicais em casa. As vezes, aparecia um tio que, quando pegava o violão, todos ficavam em silêncio para ouvir. O tempo passou e um dia, numa dessas reuniões, chamei ele no quarto e mostrei as canções que vinha compondo. Para minha felicidade ele gostou de algumas, em especial da canção "O Barco e a Vela", tanto que gravou, alguns anos depois, no CD "Sambalanço" (2003) e no DVD " Carlos Lyra 50 Anos de Bossa" (2005). Recentemente nos tornamos parceiros de composição com a canção "Passageiros".

Em 2008, lancei meu primeiro disco "Em Paz Com Os Meus”, todo gravado com instrumentos acústicos e analógicos, que teve participação de Fátima Guedes, Nicolas Krassik, Maurício Maestro (que colaborou com 4 arranjos), Jessé Sadoc, Marcelo Martins, entre outros. E logicamente aquele tio que ia nos saraus da casa dos meus pais!

O CD foi indicado ao Prêmio Dynamite na categoria de melhor álbum independente do ano.

Depois de lançar o disco trabalhei em diferentes projetos. Compus e produzi para filmes e programas do Brasil, Austrália, Moçambique, Luxemburgo e Angola, mantive por 3 anos um estúdio de gravação, me apresentei em festivais, cantei no complexo do Maracanã nos dias de jogos da Copa, além de exercer por 3 anos a função de diretor musical de um canal de TV (MultiRio), entre outras coisas.

No início de 2015, senti que havia chegado a hora de gravar novamente. Para escrever os arranjos, desta vez, convidei o maestro Vittor Santos, porque assim como no primeiro disco, ainda busco uma sonoridade orgânica para as minhas canções, executadas por grandes instrumentistas.
A primeira música do novo trabalho, e seu videoclipe, a ser lançada se chama "Esparrela do Brasil", um sambarock que fala com ironia do que vem acontecendo no país.

Espero que este seja um canal de comunicação com as pessoas que gostam de meu trabalho, e que queiram saber um pouco minha sobre minha trajetória.

Um Sol Maior,
Claudio Lyra.